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  Conte sua históriaTieko Fujiye › Minha história

Tieko Fujiye

São Paulo
46 anos, Professora e diretora de escola

Meus Sonhos


Para poder falar dos meus sonhos, tenho que voltar ao passado, na minha infância, quando tinha uns seis anos e dizia que gostaria de ser professora primária, pois queria trabalhar em algo que ajudasse muitas pessoas e porque admirava muito o trabalho realizado por elas. Mas mamãe dizia que eu não deveria, pois nesta profissão, o perfil desejado era diferente do meu, pois eu fui muito quieta, não sabia dançar e cantar, e para ela seria pré-requisito para ser uma boa professora.
Passado algum tempo,me formei professora de matemática, e quando passei no concurso de Diretor de Escola ingressei numa escola de grande porte, mas na primeira oportunidade, me removi para uma escola de Ciclo I do Ensino Fundamental, para ir de encontro ao meu sonho de trabalhar com crianças.
Na minha trajetória como diretora de escola e gestora da Escola da Família, aprendi muitas coisas diferentes como fazer pães, os movimentos do Lien Ch'i da Medicina tradicional Chinesa, que pratico na escola da Família e em casa.
Tenho contato com vários jovens que procuram a escola para buscarem qualificação, curso pré-vestibular, esporte, lazer e cultura nos finais-de-semana.Tenho trabalhado com os jovens Educadores Universitários e o Educador Profissional que vieram de escola pública.
Como eu não desenvolvi a habilidade da dança, tenho uma voluntária que dá aulas de balé aos sábados na escola, mas na música ainda não encontramos ninguém.
Na minha vida pessoal tenho ainda muitos sonhos não realizados,
como fazer um curso de mestrado e conhecer outros países.
Acredito que a meta principal de ter formado seres humanos dos quais possamos nos orgulhar e participado de ações que contribuam para melhorar o nosso país, vem sendo um dos melhores sonhos da minha vida.


Enviada em: 26/07/2008 | Última modificação: 27/08/2008
 
« Muita Emoção no Centenário da Imigração Japonesa

 

Comentários

  1. Sílvio Sano @ 9 Jan, 2008 : 12:11
    Tieko, traz um fato que não era tão incomum assim no meio da comunidade, em que o pai, mesmo tendo nascido no Japão e vindo, aos 8 anos de idade, para o Brasil, considerava-se mais brasileiro do que japonês, apesar de o mesmo não ocorrer com a mãe. Mas isso, somados aos decretos de Getúlio Vargas, na época da 2ª Guerra, proibindo o uso de língua estrangeira no país e o fato de se morar em localidades que não tenham a presença da comunidade, acaba justificando o desconhecimento da língua por parte de muitos descendentes, não apenas das novas gerações. Imagine em relação à cultura daquele país. Então, esse clima do momento, devido à comemoração do centenário, acaba trazendo a reflexão sobre a importância de se conhecer as próprias raízes, conforme pode se observar em vários comentários, principalmente de jovens, neste site.

  2. Richard Seitty Takahashi @ 24 Mar, 2008 : 21:31
    Durante muitos anos, meus tios, avô e mãe contaram diversas histórias e acontecimentos passados pela família Fujiye, porém nunca com tamanho detalhamento. Fico feliz com a realização do projeto porque além de registrar a história de parte da minha família, pude conhecer fatos que não conhecia e adquirir uma nova visão sobre a época em que ainda não era nascido.

  3. Tizuru Fujiye Takahashi @ 24 Mar, 2008 : 21:57
    O relato nos mostra as recordações e lembranças sobre nossa família. Fiquei muito emocionada ao ler cada texto dos quais alguns nem conhecia. Vale lembrar que somos "kibishii", fortes, íntegros, leais com o nosso próximo e isso foi a melhor herança que tivemos da família.

  4. Jessica Emilly Takahashi @ 6 Abr, 2008 : 20:13
    Lembro-me que no oshougatsu meu ditian contava muitas histórias, sobre sua vinda ao Brasil, infância, adolescência. Duas das histórias que ele sempre repetia era de quando estava no Belém do Pará , lá só havia manga e mamão para comer: conserva de mamão, doce de manga, okasu de mamão verde... e a outra de quando estava na 4ª série e ainda não entendendo bem o português, acabou entrando na catequese por engano e por isso sabia todos os mandamentos, orações do Catolicismo apesar de ser budista. Relembrar as histórias de família, faz com que eu sinta a presença de antepassados tão queridos que já se foram.

  5. Roberto Silva Martins @ 1 Set, 2008 : 16:13
    Tenho certeza que a Tieko consiguirá atingir todas as suas metas e objetivos na vida, pois é ser humano fantástico e merece ter sucesso em tudo que estiver trabalhando em prol de outras pessoas. Parabéns Tieko por tudo, e obrigado por eu estar trabalhando juntamente com você. De seu amigo Roberto, educador universitário.

  6. Sandra, Shigueo e Shoiti @ 4 Set, 2008 : 10:35
    Tieko San, Deus do céu comtemplou o intento do teu coração ainda menina e viu Deus que era bom. Guiou-te e prosperou a tua jornada e hoje desfrutamos desta benção que é ter filhos em uma escola onde você Tieko San é diretora e tem dirigido o que Deus confiou em tuas mãos com responsabilidade, dedicação amor e muito carinho. A tua família é linda, amamos a tua foto com um aninho de idade. Te desejamos felicidades e riquezas celestiais para sempre.

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Este projeto tem a parceria da Associação para a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil

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