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Minha casa, 01 de abril de 2008.
Hoje é dia da mentira, mas vou tentar me comportar...
Meu dia começou com quatro telefonemas, a primeira foi da minha namorada, que havia acabado de chegar de viagem, a segunda foi do meu chefe me dispensando do trabalho hoje, a terceira foi de um amigo procurando pelo jornal da região e por fim foi a vez do Valdeci, é, este mesmo, ele pode ter ligado pra você também nesta manhã de terça-feira para te vender revista.
Karina, a namorada, fazia a viagem de retorno, partindo da minha casa. Não moramos na mesma cidade, nem perto. Estamos há mais de 800 km um do outro. Dá certo namorar assim tão longe? Tem dado, afinal, já se passaram três anos desde o dia em que eu a pedi em namoro, que dia. É um namoro que vive de saudades, mas não me arrependo, vale muito a pena estar com ela. (Amo você Ká!).
Nós somos parentes, pelo menos é o que constam nos antigos papéis. Apesar de meu sobrenome, descobri que meu avô paterno era de uma outra estirpe, a dos Yamanaka, e, pequenino foi adotado pelos Shintanis de Wakayama Ken. Karina também é Yamanaka, por sua mãe.
Meu avô, grande Shintani, pai de todos. Desembarcou aqui como tantos outros para batalhar por uma vida melhor e, assim como tantos outros também, foi difícil. Vida dura dos imigrantes. Era uma pessoa que adorava a vida, era muito paciente, inteligente e engraçado. Um causo que não me esqueço é de quando tentaram roubar o seu relógio. Fez o ladrão passear ao dizer que ele mesmo tinha acabado de roubar. Pode?
E como dizem, “Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”...ou então, o que eu acho mais correto, “Ao lado de um grande homem...”. E de fato, minha vózinha estava lá para comprovar isso. Mãe preocupada com os filhos, esposa companheira, mulher batalhadora, sempre.
Oito tios meus avós paternos me deram de presente assim que eu nasci.
Além da parte Shintani, os outros 50% dos genes são Suguimoto, esta, uma parte brasileira, afinal, meu avô sempre se dizia ser mais brasileiro do que muitos que aqui nasceram. Meu avô Yoshio, ou “Seu Zé” dentista e feirante, como muitos o conheciam. Se você leu até aqui, acaba de descobrir que este é o meu segundo nome, não o “Seu Zé”, mas o Yoshio. Ele era uma figura, nos deixou ano passado. Dizem algumas pessoas que ele era muito bonito e charmoso. Também acho. Dizem algumas pessoas que me pareço com ele. Também acho :O. Mas ele tinha uma qualidade inigualável: dar nomes. Afinal, que outro homem poderia olhar para alguém e dizer, você vai se chamar Adilda, ou então Zezinha(Desculpem tias, mas foi necessário. :P ). Este era meu avô, o materno.
Com minha avó materna não tive contato, ela faleceu muito cedo, muito mesmo, época em que minha mãe ainda era pequena. Uma pena não tê-la conhecido, deve ter sido uma pessoa extraordinária, assim como são todos os seus filhos.
Oito tios meus avós maternos me deram de presente assim que eu nasci.
Que saudade dessa gente toda.
Bom, agora que já sabem de onde vieram meus pais, posso falar um pouco deles. Suspeito a falar, pois assim como a mãe que acha os seus bebês os mais lindos de todos, os filhos também, com raras exceções acham os seus pais os máximos dos máximos. De qualquer forma, desculpe gente, mas nessa, vocês perderam. :P
É difícil falar dos pescadores, chega a ser abuso, atrevimento, querer explicar o que não é explicável. Eles são demais. Seria pecado eu querer algo melhor. Às vezes penso que não mereço tanto. Se eu conseguir ser 10% do que eles são pra mim, meus filhos terão um belo pai. Claro, como disse alguém certa vez, nem tudo são flores, há também os desentendimentos, as discussões, as caras feias, mas estamos sempre aqui, unidos, Gohan!
O presente deles pra mim logo que eu nasci: uma irmã.
Ela não mora mais com a gente, mora em outra cidade. Mas faz parte do Gohan também. Hahaha.
Aqui em casa moramos em 5. Meu pai, minha mãe, eu, o Lucky(o cão) e o Puppy(o cão que inferniza o outro cão).
Que bom estar à toa hoje, é desse tipo de telefonema que o mundo precisa mais, logo cedinho notícia boa. Meu chefe me dispensou do trabalho no banco hoje. Trabalho em banco é loucura, só quem já trabalhou para saber. Eu não gosto, mas por enquanto estou lá. Passar em um bom concurso é objeto de desejo e podem apostar, conseguirei.
“Óinc, óinc”, disse meu amigo logo que atendi o telefone. Sem via de dúvidas que era o Pig, um dos 4 ases. Queria saber se eu tinha “O Imparcial” em casa. Não tinha. De qualquer forma foi bom falar com um deles logo de manhã, saber que está tudo bem. Na realidade não tenho muitos amigos, e também não é verdade que eu só tenho 3...rs. Não vou falar de nenhum deles especificamente, mas o que eu posso dizer é que estou bem servido de amigos. “É verdade que você não quer mais amigos?”, você me perguntaria. "Claro que não", eu te responderia, afinal, amigos são sempre bem vindos.
E o Valdeci...nossa, este estava querendo mesmo estragar meu dia, fez o que fez, mas felizmente não conseguiu, o chefe foi mais forte. :)
Eu não queria a “Isto é”, não queria a “Planeta”. O que eu quero é livro. Tem algum para me recomendar, ou melhor ainda, para me emprestar? Adoro livros. Adoro também música, e filmes, mas ainda não assisti E.T..
Vou atalhar esse negócio aqui. Para quem tem Orkut e quiser saber mais de mim é só clicar lá embaixo. Para que não tem, peça a algum amigo, um deles há de ter. Se preferir não ver meu Orkut você vai ficar sem o resto do doce hein. :P
Bem, agora tenho que ir, já passa das 14:30h e tenho que levar minha Hilux SW4 que acabei de comprar para lavar, ooops, isso foi uma mentirinha, afinal, ninguém é de ferro. :P
Até a próxima pessoal.
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